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Wooden chair

27.06.14

  

 

 

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E o cinto, Maria Rita?

27.06.14

 

 

 

 

 

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na nulidade de uma matéria árida e anónima

27.06.14

 

 

 

Talvez a minha vocação não seja esta
ou seja esta por ter perdido o espaço que nunca tive
Era algo selvagem algo violentamente vivo
o espaço na sua integridade deslumbrante
o mar na sua plenitude de felina substância
as ilhas de ouro verde e as ilhas solares
as grandes pradarias com os seus cavalos vagarosos e tranquilos
a liberdade de ser o fogo com as suas veias indolentes
Sim eu perdi todo esse espaço que nunca tive
e se escrevo é para inventar um espaço a partir desta perda
na ficção de respirar o que há de mais selvagem e mais nu
como se estivesse entre escarpas verdes inundado pela espuma
ou como se estivesse no esplendor do deserto à hora do meio-dia
Mas o que faço não é mais do que um trabalho de insecto
que perfura a cal e as páginas dos livros
para traçar a sua caligrafia insignificante
na nulidade de uma matéria árida e anónima

 

 

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Bom dia!

27.06.14

 

 

 

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Tonight

26.06.14

 

 

 

 

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Um Dó Li Tá

26.06.14

 

 

 

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Às vezes, voltam‑se uns para os outros e falam

26.06.14

 

 

— olha. Olha o gajo,
e o bando volta‑se, têm blusões de couro, kispos, botas cardadas, o dedo indicador apontado para ele. E riem. Não lhes vê as caras, não as consegue ver, confundem‑se com as outras que passam, com a oscilação da sombra das árvores, com algumas folhas em queda, são borrões cheios de grúmulos escuros. Carne: murmura. Carne: repete. Um monte de carne. As mãos agarram‑na, erguem‑na, e depois atiram‑na para o cepo. Um som molhado e flácido cola‑se à madeira e espalha‑se nela, como água que se derrama: Uma bela carne. Os rapazes ainda ali estão, mas encostados a uma casa, uma perna dobrada e o pé apoiado na parede. Têm as mãos nos bolsos. E parecem esperar. Às vezes, voltam‑se uns para os outros e falam. Outras vezes, falam sem se voltar, olhos fixos na rua, como se falassem para ninguém. São palavras isoladas, talvez insultos, que fazem virar a cabeça a algumas pessoas, e apressam outras. O homem passa os dedos pela casca de laranja. E os rapazes aproximam‑se dele, aos pares, os ombros gingam, acompanhando o movimento dos pés. Os blusões abertos mostram as T.shirts brancas cujas pregas se desfazem e refazem ao ritmo dos passos. Cercam‑no. São tantas as cabeças inclinadas para ele, lá no alto, deixam entrever a copa amarelada das árvores, com os seus buracos de luz. A boca de um poço. Ouvia‑se a rapariga a gritar: estou aqui, estou aqui. Olhava‑se em volta e não se via ninguém.

 

 

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Bom dia!

26.06.14

 

 

 

 

 

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The wild boys

25.06.14

 

 

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Quem sai aos seus não degenera!

25.06.14

 

 

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