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E um aceno doce de melancolia a fazer-nos sinais por sobre tudo.

29.04.14

 

 

 

Há vária gente que não gosta de evocar o passado. Uns por energia, disciplina prática e arremesso. Outros por ideologia progressista, visto que todo o passado é reaccionário. Outros por superficialidade ou secura de pau. Outros por falta de tempo, que todo ele é preciso para acudir ao presente e o que sobra, ao futuro. Como eu tenho pena deles todos. Porque o passado é a ternura e a legenda, o absoluto e a música, a irrealidade sem nada a acotovelar-nos. E um aceno doce de melancolia a fazer-nos sinais por sobre tudo. Tanta hora tenho gasto na simples evocação. Todo o presente espera pelo passado para nos comover. Há a filtragem do tempo para purificar esse presente até à fluidez impossível, à sublimação do encantamento, à incorruptível verdade que nele se oculta e é a sua única razão de ser. O presente é cheio de urgências mas ele que espere. Ha tanto que ser feliz na impossibilidade de ser feliz. Sobretudo quando ao futuro já se lhe toca com a mão. Há tanto que ter vida ainda, quando já se a não tem... 

 

 

 

 

 

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6 comentários

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De apeteciametanto a 29.04.2014 às 11:00

Tal como a cor preta e branca que assumem carater de opostos: noite/dia, passividade/actividade, passado/presente...O preto é a ausencia de cor e o branco a junção de todas as cores, assim o presente não é mais do que a junção de todo o passado. 
No presente, que é salpicado constantemente pelo passado, obtemos uma composição ritmica vibrante e harmoniosa que define o nosso futuro.
O passado e o presente são uma premissa a respeitar, tal como uma opinião contraria à minha, que merecerá todo o meu respeito, aceitação e tolerância, desde que fundamentada e não fundamentalista, é esta condição, que nos permite ser um transmissor e um receptor da verdade.


A diversidade de passados presentes e futuros é um facto e entende-la é aceita-la.


Iluminemos a consciência dos HOMENS, pois a HUMANIDADE manifesta INCOMPREENSÂO em si mesma.
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De Maria Rita a 29.04.2014 às 13:37

não se pode alterar o passado, há que respeitar e decidir o que fazer com ele, determinar de que forma o podemos usar no presente e futuro. O passado somos nós...tal como o presente...o futuro poderá ser condicionado ou influenciado por ambos...o que é bom e gratificante.
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De apeteciametanto a 29.04.2014 às 14:08

O nosso cérebro não regista o mundo à nossa volta ipsis litteris
O que nosso cérebro regista é uma interpretação dos dados recebidos pelos nossos órgãos dos sentidos. 
Por outras palavras, é de certa forma verdade aquele comentário filosófico que diz que cada pessoa vê o mundo de forma diferente.

Assim sendo, o nosso presente está condicionado pelo "suposto" real do nosso passado.
Isto é, mesmo que tivéssemos por exemplo vivenciado ipsis verbis o (Maria Rita e Tiago) o mesmo passado, "o suposto" real desse passado teria sido apreendido de duas formas diferentes.
Dai o ditado " o futuro a Deus pertence" Image 
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De Maria Rita a 29.04.2014 às 14:17

confere!
e como sabes tenho uma relação inspecial com a entidade do ditado...pelo que prefiro este "o futuro é o resultado do que fazemos hoje"
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De apeteciametanto a 29.04.2014 às 14:32

P.s - não se lê patavina do que escrevi


Não confere!
A relação inspecial não poderá ser com nenhuma entidade, senão com nós proprios.
Essa entidade ou qualquer outra ou nenhuma que reconheçamos, não tem na mão, possíveis futuros.
O futuro não existe, o futuro é o milinesimo de segundo seguinte, assim como o passado o imediatamente anterior, pelo meio fica o presente.
Por mais que não acreditemos andamos numa constante permuta entre passado/futuro.
O presente é um elemento estático.


Dai o ditado:

"O Tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo, tempo tem."

 

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De Maria Rita a 29.04.2014 às 14:36

lê-se...e continua com a minha opinião de que confere...

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