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Dança

28.05.14

 

 

 

 

Dança, dentro da caixa onde o tempo não passava. Movimentos suaves no recôndito espaço, toldados à sua medida. A sequência é cadenciada, envolvente e gentil outras vezes luta para se manter imóvel tendo a ânsia de atingir o pleno no caminho da lucidez com a vontade impossível de a contornar. O silêncio é apenas interrompido pelo barulho da água que salpicava o que imaginava ser o mundo lá fora. As barreiras físicas não existem naquela mente devassada pela escuridão, os pensamentos atropelam-na, os despojos do que fora transformaram-se em serenas pinturas fortalecidas. Sucumbe à música que imagina ouvir, abarca em si todos os sons, a pele reage, tudo se transforma num desassossego, num desalinho equilibrado ininterruptamente almeja entrar no ritmo em constante desafio das leis da física. Dança quando sonha. Dança.

 

 

 

 

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Punhados de (re)começos.

19.05.14

 

 

 

Satisfazem-se com o exagero do sorriso, os silêncios povoados e suspensos da distância. Enigmas por resolver, sem resposta. Catástrofes provocadas no fascínio perigoso de um toque. Acercam-se com as palavras, os diálogos de coisas mundanas que quebram barreiras numa mancha sem contornos, sem precisão. Fragmentos imperfeitos seres mais que imperfeito. Punhados de (re)começos.  Sensata inquietação que conduz ao sorriso, na agonia de não o ter. Patamares e paradigmas de uma vida. Serem que se (des)conhecem e se procuram. Sorriem no ângulo da malícia em plena tempestade.

 

 

 

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É todo um Ritual...

01.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

... tirar da carteira o maço já manuseado..... o cigarro sai quase que expontaneamente... equilibra-se entre suaves dedos manchados de nicotina…vem à boca como se conhecesse o caminho...pronto para o sacrifício… os próprios lábios, algo queimados, equilibram bem o cigarro… conhece-le bem o peso….ela retira-se para um local propício...entrega-se como que ao abandono nesse acto tao proprio quando finalmente o acende e puxa o primeiro embate para ser inalado.... ainda se permite olhar para o fósforo já moribundo…a ideia de que tudo é efémero solidifica-se nesse instante… mas é chamada à atenção pelo fumo que circula dentro dela provocando ondas plenas de contacto... a sensação é de que o tempo é nosso…nada mais importa… tão contraditório…mas tão presente…

O prazer invade-a. Ela voa em pensamentos, corpo e mente saciam-se. E nesse eterno e curto minuto, esta trágica relação entre mulher e cigarro é consumada. Num minuto, um marlboro é fumado...

 

 

 

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